Divergência entre vizinhos é um problema corriqueiro dentro dos condomínios. A maioria dos casos se origina em barulho, estacionamento nas garagens, crianças, animais de estimação ou infiltrações. É fato que viver em um edifício ou mesmo num condomínio de casas, restringe a liberdade do indivíduo no seu estilo de vida. Dividir um espaço com outras pessoas requer limites de modo a não interferir no direito os demais. Por outro lado exige também tolerância, pois aquele que se incomoda com pequenas coisas, viverá em guerra com seus vizinhos. Se de um lado um condômino insiste em uma infração que prejudica seu vizinho e do outro lado o prejudicado não tem a calma necessária para tentar resolver, a situação pode transformar-se em briga.

Neste cenário temos a figura do síndico, que na maioria das vezes é envolvido e deve atuar como um mediador, buscando equilibrar as relações. A serenidade do reclamante e do síndico ao se comunicar com o infrator é essencial para produzir resultados mais satisfatórios. Pessoas com senso de coletividade cessam o comportamento inadequado quando abordadas respeitosamente. Em alguns casos elas nem tinham noção do quanto estavam incomodando os demais. Já quando o comportamento prejudicial persiste, o condomínio pode notificar e multar o infrator. Nos casos extremos, em que estas medidas não resolvem, só resta buscar as vias judiciais.

Enfrentando tantos casos envolvendo problemas de convivência, os síndicos e administradoras tem papel importante na propagação da tolerância, do bom senso e do respeito. Lidar com pessoas é uma arte e resolver conflitos é uma habilidade que poucos têm. A comunicação é sempre o primeiro e mais importante passo. Cultivar a cultura da paz é um movimento que vem se fortalecendo no mundo, mas a mudança começa nas pequenas atitudes, a partir de nossos lares.

Texto de Cristina Oliveira
Consultora Comercial da Krieger Ass. Condominial